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"Neste Blog 10% é mentira, o resto é invenção"

domingo, 18 de dezembro de 2011

VIDA

Não há mistério no Mundo
já disse Fernando Pessoa
Não há o que procurar 
já sentenciou Nietzsche
Fomos ao Gene e a Marte
Bisbilhotamos o espaço e a espécie
e voltamos com as imensas mãos abanando
para o grande espanto da Ciência e da Religião
as coisas são exatamente o que são.
Nos resta a vida.
Não parece contraditório?
O homem não enchergar
que está no óbvio e no elementar
O mais extraordinário. 

Coral CAPS Nossa Casa

Ser normal 
é tão banal
por minha sanidade mental
não me convide para ser igual
se é para cantar em coral
que seja o da Nossa Casa

ORIGINAL

Sou um autêntico imperfeito
erro por convicção
até porquê ser perfeito
é a meta da imitação.



Doce Prisão


Ninguém é totalmente livre
Neste Mundo de ilusão
por isso eu optei
pela mais doce prisão
a de estar sempre ao seu lado
preso a sua mão




CAMINHADA (Para Verônica)

Parabéns pela caminhada
é sempre um êxito a chegada
porém nunca deve ser um fim
todo artista é assim
sempre uma obra em construção
e no quadro da tua evolução 
ganhaste recém a moldura.




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pneu inútil? (Para Manuel de Barros)



Manoel de Barros me ensinou 
as virtudes da inutilidade
veja no que se transforma um pneu
quando perde a utilidade
vira balanço de criança, vaso de flor
protetor de barco, escurregador...
até casa de mosquito...
ganha liberdade.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MENESTRÈIS


No luminoso varal 
Da poesia de Cordel
Lembrei-me do menestrel
Jaime Caetano Braun
Saudoso Poeta imortal
Pajador do meu Estado
Sentir seu canto afinado
Á sertanejos trovadores
É o eco dos cantores
Das tradições do passado                                                                     


A poesia é uma lente
cruzando a tela do tempo 
Pois vejo a todo momento
Surgir bem na minha frente
Passado virar presente
Na tradição de cada povo
Pois se tudo que é bem novo
Acaba ficando velho
O que era ainda mais velho
Acaba ficando novo

Estes são meus relicários
Redescobrir Menestréis
Doutores sem anéis
De cursos Universitários
Verdadeiros Operários
A serviço da beleza
Mesmo sentindo a crueza
Da vida e do mundo concreto
Falam o mesmo dialeto
Do canto da natureza


Em tons diferenciados
Cantam essas aves artistas
Em quadras Renascentistas
E quando na rima entoados
Soam como dobrados
Floreio de aves nativas
Suassunas e Patativas
Atahualpas e Caetanos
Caboclos e Pampeanos
Nossas Tradições Vivas

Por isso que é natural
Pajadores e Repentistas
Na veia destes artistas
Corre o sangue Medieval
Este eco ancestral
Que veio de além mar
Juntando em um só lugar
A pampa e o sertão
Unindo sertanejo e peão
Em apenas um Linguajar

Pois não importa o Rincão
Onde vive um trovador
Seja no frio ou no calor
Na Choupana ou no Galpão
Seja no fogo de chão
Ou com um candeeiro no centro 
Traduzindo sentimento
Estarão os dois irmanados
Postos lado a lado
Pela Geografia do tempo.