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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MENESTRÈIS


No luminoso varal 
Da poesia de Cordel
Lembrei-me do menestrel
Jaime Caetano Braun
Saudoso Poeta imortal
Pajador do meu Estado
Sentir seu canto afinado
Á sertanejos trovadores
É o eco dos cantores
Das tradições do passado                                                                     


A poesia é uma lente
cruzando a tela do tempo 
Pois vejo a todo momento
Surgir bem na minha frente
Passado virar presente
Na tradição de cada povo
Pois se tudo que é bem novo
Acaba ficando velho
O que era ainda mais velho
Acaba ficando novo

Estes são meus relicários
Redescobrir Menestréis
Doutores sem anéis
De cursos Universitários
Verdadeiros Operários
A serviço da beleza
Mesmo sentindo a crueza
Da vida e do mundo concreto
Falam o mesmo dialeto
Do canto da natureza


Em tons diferenciados
Cantam essas aves artistas
Em quadras Renascentistas
E quando na rima entoados
Soam como dobrados
Floreio de aves nativas
Suassunas e Patativas
Atahualpas e Caetanos
Caboclos e Pampeanos
Nossas Tradições Vivas

Por isso que é natural
Pajadores e Repentistas
Na veia destes artistas
Corre o sangue Medieval
Este eco ancestral
Que veio de além mar
Juntando em um só lugar
A pampa e o sertão
Unindo sertanejo e peão
Em apenas um Linguajar

Pois não importa o Rincão
Onde vive um trovador
Seja no frio ou no calor
Na Choupana ou no Galpão
Seja no fogo de chão
Ou com um candeeiro no centro 
Traduzindo sentimento
Estarão os dois irmanados
Postos lado a lado
Pela Geografia do tempo.

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