De vaga em vaga vagueia a onda De sono em sono acorda a vida Vejo o farol quando se apaga Em meio às luzes que a noite abriga
De remo em remo o barco avança Preso entre margens o rio corre E o peixe vivo que a outro mata Transforma em vida o peixe que morre De passo a passo se faz a estrada De uns é larga de outros estreita Se for á esquerda de quem vai Pra quem vem é à direita
Se sofrer faz parte do amor Amo também o meu sofrer É muito mais feliz Quem chora por bem querer Nem sempre o que é bom é pro bem Nem sempre o que é doce perdura A fruta com o tempo apodrece Por excesso de doçura
O meu som rompe o silêncio E dele nasce o meu cantar Assim como o sol faz a lua Ascender e apagar.