PARA VINICIUS...
Poeta, meu Poeta vagabundo,
se todos fossem no mundo iguais a você, que maravilha viver, tudo na mais santa
paz, brigas nunca mais, uma rosa em minha mão, um soneto de devoção, o riso, o
pescador, o operário em construção. Maria, Marina, menina das duas tranças, a
volta da morena, minha namorada a Garota de Ipanema... A caminho do mar... Mulher
sempre mulher eu sei que vou te amar. Amigos meus, a vida tem sempre razão,
porém meu pranto rolou, um canto triste fez chorar meu coração, Por que será? Serenata
do adeus, soneto da separação, quarta feira de cinzas, a partida, solidão.
Ah! Poeta meu poeta vagabundo, da Tonga da Mironga do Kabuletê, chega de
saudade, pela luz dos olhos meus, onde anda você?
